
Dia 29 de Julho de 2008, Madrid, Espanha
Rannia, uma rapariga de pele morena e cabelos escuros, mas de olhos azuis como o céu, encontra-se sentada na janela do sótão da sua casa, o seu refúgio.
Nas mãos segura um diário de capa preta e folhas vermelhas, que libertam um leve aroma a rosas, e uma caneta. O diário foi-lhe oferecido dois anos antes pelo seu namorado naquela altura e ela havia-o guardado religiosamente até hoje.
Hoje ao abrir a gaveta da sua cómoda e ver lá o diário, o seu coração foi mais forte que a sua razão e pegou-lhe, levando-o com ela para o sótão. Havia acordado com vontade de desabafar o que sente e era chegado o momento.
Vira-se para dentro do sótão e liga o rádio, abre o diário na primeira página e ao som de uma triste melodia, que condiz com os seus sentimentos, começa a escrever.
“Algo me dice que ya no volverás
Estoy seguro que esta vez
No habra marcha atrás
Después de todo fui yo a decirte que no
Sabes bien que no es cierto
Estoy muriendo por dentro(…)”
Não estou habituada a escrever em diários, por isso vou falar-te, meu diário, como se estivesse a falar para a pessoa que te ofereceu.
Hoje senti necessidade de desabafar, mas como não tenho coragem de te escrever uma carta, decidi escrever aqui.
Nunca mais voltaste e penso que já não voltarás a procurar-me. Acho que já não existe maneira de remediar o que fizemos à dois anos atrás.
Apaixonei-me por ti no primeiro momento em que te vi e tu correspondeste ao meu sentimento. Mas depois dos dias de felicidade chegou o momento de ires embora, de voltares para o teu país e eu recusei ir contigo, como me pediste. Mas no fundo fiquei a morrer por dentro com a decisão que tomei.
“(…)Y ahora es que me doy cuenta
Que sin ti no soy nada
He perdido las fuerzas
He perdido las ganas
He intentado encontrarte
En otras personas
No es igual, no es lo mismo
Nos separa un abismo(…)”
Por vezes percebo que desde que te foste embora não sou ninguém. Com a tua ausência perdi as forças e a vontade de lutar por uma vida que nunca voltará para trás.
Como te prometi, tentei encontrar alguém que me fizesse feliz, mas todas as tentativas falharam. Ninguém me faz sentir o mesmo que tu me fazias sentir. Fazias-me sentir amada e desejada. Nos teus braços eu era feliz. Nos teus braços eu sentia-me completa.
“(…)Vuelve,
Que sin ti la vida se me va
Oh, Vuelve
Que me falta el aire si tú no estas
Oh, Vuelve
Nadie ocupara tu lugar
Sobra tanto espacio si no estas
No paso un minuto sin pensar
Sin ti la vida lentamente se me va(…)”
Volta para mim.
Sem ti a minha vida foge-me por entre os dedos. Sinto que me falta o ar dentro dos pulmões para continuar a viver sem ti. Não consigo respirar, sinto-me sufocada.
Ninguém mais conseguirá ocupar o teu lugar dentro do meu coração.
Sinto-me só e ultimamente não consigo fazer outra coisa senão pensar em ti. A minha vida está a fugir-me devido à tua ausência.
“(…)Algo me dice
Ya no sirve de nada
Tantas noches en vela
Aferrado a mi almohada
Si pudiera tan solo regresar un momento
Ahora es que te comprendo
Ahora es cuando te pierdo(…)”
Eu sei que não me servem de nada as noites passadas em claro a chorar a tua ausência e as saudades agarrada à minha almofada.
Gostava de poder voltar atrás apenas por um momento. Iria contigo sem pensar duas vezes. Largaria tudo para seguir o amor que sinto por ti.
Apetece-me pedir-te o impossível:
Volta para mim, Bill!
“(…)Vuelve,
Que sin ti la vida se me va
Oh, Vuelve
Que me falta el aire si tú no estas
Oh, Vuelve
Nadie ocupara tu lugar
Sobra tanto espacio si no estas
No paso un minuto sin pensar
Sin ti la vida lentamente se me va(…)”
Num momento de distracção, em que olha para as pessoas que passeiam na rua indiferentes à sua tristeza, solidão e sofrimento, Rannia deixa cair o diário na rua.
Precipita-se escadas abaixo até à rua, e quando olha para o passeio, agora deserto, não vê aquele pequeno caderno onde se podem ler os seus sentimentos. Continua a procurá-lo ouvindo a música que brota do seu rádio e que vem ter à rua através da janela aberta do sótão.
“(…)Y a pesar que fui yo
A decirte que no
Sin embargo, aqui yo sigo insistiéndote(…)”
Caminha alguns metros encontrando um rapaz, sentado nas escadas da casa vizinha, segurando o seu diário aberto entre as mãos. Ele encontra-se a ler o que ela escreveu. Rainnia num acesso de fúria prepara-se para lhe retirar o diário das mãos bruscamente, mas nesse momento ele ergue o olhar e fita-a.
Levanta-se, ficando frente a frente com ela. Abraça-a fortemente nos seus braços e beija-a nos lábios. Quando os seus lábios se separam apenas lhe diz:
- Voltei para te buscar, Rannia.
“(…)Vuelve,
Que sin ti la vida se me va
Oh, Vuelve
Que me falta el aire si tú no estas
Oh, Vuelve
Nadie ocupara tu lugar”


3 comentários:
:O:O:O:O:O:O:O
LINDOOOOOOOOOOOOOO!!
ADORO!
Mais please, tenx jeito!! Küss
OMG... lindo!!!!
Lindissimo!!!
Adorei!!!
Smplxmente maravilhoso!!! =D
Bjnhs! *
LINDO
adoreii!
tens mm mt jeito!
küss*
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