
Sentada numa cadeira olho-me no espelho, vejo Cláudia que me penteia e cria mais um dos seus fantásticos penteados. Leio uma revista, nas páginas do meio pode ler-se em letras garrafais: “Bill Kaulitz – o rapaz sensação do momento”. Cláudia olha para a revista e olha para mim através do espelho:
- Esse rapaz é tão estranho. Mas as fotos estão bonitas.
- Adorava fazer uma sessão fotográfica com ele. – respondo-lhe olhando para ela, também através do espelho. Vejo-a revirar os olhos e sorrir.
- Tu também és muito estranha…
- Por isso é que consigo pertencer a este mundo, não é? – Digo-lhe com um leve sorriso. Ela olha para mim e sorri em sinal de entendimento. Não responde. Não vale a pena responder.
Já sabia no que me estava a meter quando entrei na agência no primeiro dia. Um ninho de víboras onde ninguém é quem parece ser. Sou manequim fotográfico, por necessidade, não por gostar de aqui estar. Olho para baixo, um lindo vestido em tons de preto e dourado, comprido e brilhante. Essa parte até é boa. Os vestidos são lindos. Olho para o espelho e vejo uma pessoa diferente, não me consigo reconhecer por baixo daquela maquilhagem exuberante.
- A Akasha ainda demora muito para estar pronta, Cláudia? – grita Hans, o fotografo. Akasha é como sou conhecida no mundo da moda. Não é o meu verdadeiro nome. É um nome artístico, para que os jornalistas não descubram tão facilmente a minha vida pessoal. Levanto-me e dirijo-me a ele.
- Aqui estou Hans. Vamos lá.
Uma hora e cinco vestidos depois, posso finalmente ir para casa. Arranjo-me e desço no elevador. Passo pela recepção e dirijo-me para a porta.
- Akasha!! My darling.
- Bom dia Peter. – aproxima-se de mim e simula um beijinho na minha face. Aqui até os beijos são falsos. Peter é o meu agente.
- Querida tenho aqui um convite para ti. – estende-me um envelope que eu agarro e abro. – Uma festa amanhã à noite.
- Peter?! Que vou eu fazer para uma after party de uma banda rock?
- Aparecer, darling! Aparecer! – responde-me afastando-se a largos passos.
Saio do edifício ainda com a carta na mão, olho novamente para ela. Nem tinha lido de quem era a festa. Tokio Hotel. Afinal até pode ser que não seja mau de todo. Bill Kaulitz aquele rapaz de olhar misterioso, vou finalmente poder conhecer-te.
(…) No dia seguinte à noite (…)
Uma multidão na entrada da discoteca. Tokio Hotel adorados por milhares de adolescentes e jovens adultos por todo o mundo, são eles a razão de todo este aparato. Olho para o cimo das escadas, eles estão lá. Esperam os seus convidados para lhes darem as boas vindas, tiram fotos. Aproximo-me da passadeira. Não levo um dos extravagantes vestidos que uso para as sessões, hoje venho quase normal, pelo menos reconheço-me quando me olho no espelho. Caminho em direcção a eles. O olhar de Bill cruza-se com o meu. Tenho de fazer uma sessão fotográfica com ele.
Beijinhos, abraços, fotografias, virem-se para ali, virem-se para acolá, uma pose, vá mais um beijinho, …
Finalmente entro na discoteca. Um ambiente muito bom, espelhos por todo o lado, o prateado e o preto reinam nesta noite. Sento-me num dos muitos sofás, vejo rostos conhecidos que me sorriem e acenam. Olho para o bar, Bill, dirijo-me a ele. Está na hora de praticar o alemão que perdi tanto tempo a aprender.
- Olá. Muito bonita a vossa festa. Sou a Akasha. – cumprimento-o. Ele olha-me e aproxima-se e dá-me dois beijinhos.
- Eu sei quem tu és. Fui eu que pedi para te convidarem. – diz-me sorrindo.
- Como é que em conheces? Eu não sou modelo internacional.
- Vi umas fotos tuas na última vez que estive aqui, em Portugal. Fiquei com curiosidade de te conhecer. – fala muito rápido, mas sem nunca desviar o seu olhar do meu.
- Akasha!! Minha querida!!! – olho para o lado, é Hans que me chama enquanto se aproxima de mim e de Bill – Meu Deus… Vocês ficam mesmo bem juntos… Já estou a ver a minha próxima sessão fotográfica: Extravagância e Glamour – Bill Kaulitz e Akasha. – diz falando no seu alemão perfeito e gesticulando como se estivesse mesmo a ver o título – Vou já falar com os vossos agentes.
- Não lhe ligues Bill. – digo-lhe quando Hans se afasta – Ele é mesmo assim. É o meu fotógrafo. Já estou habituada às suas extravagâncias.
- Mas eu gostei da ideia. Era giro. Espero que o David e o teu agente aceitem. – não lhe dou a entender mas fico feliz com as suas palavras. Peter, se não aceitas mato-te…
Conversámos horas a fio, ele apresenta-me os seus companheiros da banda. Tom olha-me como se me estivesse a comer com o olhar. Detesto homens assim. Foi logo corrido, não lhe doeu muito, pois no segundo seguinte já estava a meter conversa com Evelyn uma outra modelo. Entretanto Hans voltou dizendo que os nossos agentes tinham aceitado a sua proposta. Combinou uma sessão logo para o dia seguinte.
Naquele momento sentia-me feliz, a empatia entre mim e Bill era notória. Falávamos sobre tudo, não nos cansávamos. Já tínhamos bebido um bocado, o clima aumentava. Quando reparámos já estávamos dentro de um elevador no hotel onde a banda esta hospedada. Entre beijos e carícias acabamos no quarto dele.
Acordamos no outro dia. Bill olhava-me deitado de lado na cama enquanto passava uma mão pelo meu braço.
- Acho que me apaixonei por ti. – sussurra. E aproxima-se dando-me um beijo leve nos lábios.
- Apesar de não acreditar no amor à primeira vista acho que também me estou a apaixonar por ti. – digo-lhe sorrindo e levanto-me embrulhada no lençol.
- Onde vais? Volta para aqui.
- Já te esqueceste da sessão com o Hans? Ele mata-nos se nos atrasarmos.
Ele revira os olhos. Deixa-se ficar deitado, observando-me.
- Vem comigo para a Alemanha.
- O quê?
- Vem!! Podes continuar a tua carreira lá, ao meu lado. – diz-me sorrindo. Falava a sério, não estava a brincar.
- Logo, depois da sessão dou-te uma resposta. Preciso de pensar – ele sorri perante a minha resposta, levanta-se e beija-me.
Saímos do hotel em tempos separados para ninguém notar que tínhamos passado a noite juntos. Nas palavras de Hans a sessão é “um sucesso, temos de repetir mais vezes”.
Na porta da agência dezenas de jornalistas esperam-nos. Estavam sedentos de mais fotografias. De fazerem perguntas: “Como correu a after party?”, “Já se conheciam antes da festa?”, “De quem foi a ideia da sessão fotográfica tão repentina?”, “Existe romance entre os dois?” , (…)
Do nada o som de um tiro. Todos se atiram para o chão. Ergo a cabeça vejo Bill ditado no chão de barriga para cima a sangrar do peito. Aproximo-me dele. Agarro-o com todas as forças que tenho.
- Não me deixes… Eu vou contigo para a Alemanha. Mas por favor não me deixes. – ele sorri pega na minha mão.
- Obrigado… Amo-te… - acaba a frase num sussurro quase inaudível e fecha os olhos.
- NÃO!!!!!!! – grito, olho em volta. Peter… Peter o meu agente está na janela de um prédio próximo. Aponta uma arma para o local onde estamos. Olho para a minha roupa, vejo aquela luz vermelha apontada no meu peito, o laser da arma que ele me aponta. Não tenho medo de morrer… No céu ficaremos juntos. – Também te amo…
Sinto a bala entrar no meu peito, caiu por cima do corpo de Bill. Jazemos ali, mortos, mas de mãos dadas. Sob o olhar dos fotógrafos que agora já não querem saber das suas preciosas noticias.
Jazemos de mãos dadas, para a eternidade…
- Esse rapaz é tão estranho. Mas as fotos estão bonitas.
- Adorava fazer uma sessão fotográfica com ele. – respondo-lhe olhando para ela, também através do espelho. Vejo-a revirar os olhos e sorrir.
- Tu também és muito estranha…
- Por isso é que consigo pertencer a este mundo, não é? – Digo-lhe com um leve sorriso. Ela olha para mim e sorri em sinal de entendimento. Não responde. Não vale a pena responder.
Já sabia no que me estava a meter quando entrei na agência no primeiro dia. Um ninho de víboras onde ninguém é quem parece ser. Sou manequim fotográfico, por necessidade, não por gostar de aqui estar. Olho para baixo, um lindo vestido em tons de preto e dourado, comprido e brilhante. Essa parte até é boa. Os vestidos são lindos. Olho para o espelho e vejo uma pessoa diferente, não me consigo reconhecer por baixo daquela maquilhagem exuberante.
- A Akasha ainda demora muito para estar pronta, Cláudia? – grita Hans, o fotografo. Akasha é como sou conhecida no mundo da moda. Não é o meu verdadeiro nome. É um nome artístico, para que os jornalistas não descubram tão facilmente a minha vida pessoal. Levanto-me e dirijo-me a ele.
- Aqui estou Hans. Vamos lá.
Uma hora e cinco vestidos depois, posso finalmente ir para casa. Arranjo-me e desço no elevador. Passo pela recepção e dirijo-me para a porta.
- Akasha!! My darling.
- Bom dia Peter. – aproxima-se de mim e simula um beijinho na minha face. Aqui até os beijos são falsos. Peter é o meu agente.
- Querida tenho aqui um convite para ti. – estende-me um envelope que eu agarro e abro. – Uma festa amanhã à noite.
- Peter?! Que vou eu fazer para uma after party de uma banda rock?
- Aparecer, darling! Aparecer! – responde-me afastando-se a largos passos.
Saio do edifício ainda com a carta na mão, olho novamente para ela. Nem tinha lido de quem era a festa. Tokio Hotel. Afinal até pode ser que não seja mau de todo. Bill Kaulitz aquele rapaz de olhar misterioso, vou finalmente poder conhecer-te.
(…) No dia seguinte à noite (…)
Uma multidão na entrada da discoteca. Tokio Hotel adorados por milhares de adolescentes e jovens adultos por todo o mundo, são eles a razão de todo este aparato. Olho para o cimo das escadas, eles estão lá. Esperam os seus convidados para lhes darem as boas vindas, tiram fotos. Aproximo-me da passadeira. Não levo um dos extravagantes vestidos que uso para as sessões, hoje venho quase normal, pelo menos reconheço-me quando me olho no espelho. Caminho em direcção a eles. O olhar de Bill cruza-se com o meu. Tenho de fazer uma sessão fotográfica com ele.
Beijinhos, abraços, fotografias, virem-se para ali, virem-se para acolá, uma pose, vá mais um beijinho, …
Finalmente entro na discoteca. Um ambiente muito bom, espelhos por todo o lado, o prateado e o preto reinam nesta noite. Sento-me num dos muitos sofás, vejo rostos conhecidos que me sorriem e acenam. Olho para o bar, Bill, dirijo-me a ele. Está na hora de praticar o alemão que perdi tanto tempo a aprender.
- Olá. Muito bonita a vossa festa. Sou a Akasha. – cumprimento-o. Ele olha-me e aproxima-se e dá-me dois beijinhos.
- Eu sei quem tu és. Fui eu que pedi para te convidarem. – diz-me sorrindo.
- Como é que em conheces? Eu não sou modelo internacional.
- Vi umas fotos tuas na última vez que estive aqui, em Portugal. Fiquei com curiosidade de te conhecer. – fala muito rápido, mas sem nunca desviar o seu olhar do meu.
- Akasha!! Minha querida!!! – olho para o lado, é Hans que me chama enquanto se aproxima de mim e de Bill – Meu Deus… Vocês ficam mesmo bem juntos… Já estou a ver a minha próxima sessão fotográfica: Extravagância e Glamour – Bill Kaulitz e Akasha. – diz falando no seu alemão perfeito e gesticulando como se estivesse mesmo a ver o título – Vou já falar com os vossos agentes.
- Não lhe ligues Bill. – digo-lhe quando Hans se afasta – Ele é mesmo assim. É o meu fotógrafo. Já estou habituada às suas extravagâncias.
- Mas eu gostei da ideia. Era giro. Espero que o David e o teu agente aceitem. – não lhe dou a entender mas fico feliz com as suas palavras. Peter, se não aceitas mato-te…
Conversámos horas a fio, ele apresenta-me os seus companheiros da banda. Tom olha-me como se me estivesse a comer com o olhar. Detesto homens assim. Foi logo corrido, não lhe doeu muito, pois no segundo seguinte já estava a meter conversa com Evelyn uma outra modelo. Entretanto Hans voltou dizendo que os nossos agentes tinham aceitado a sua proposta. Combinou uma sessão logo para o dia seguinte.
Naquele momento sentia-me feliz, a empatia entre mim e Bill era notória. Falávamos sobre tudo, não nos cansávamos. Já tínhamos bebido um bocado, o clima aumentava. Quando reparámos já estávamos dentro de um elevador no hotel onde a banda esta hospedada. Entre beijos e carícias acabamos no quarto dele.
Acordamos no outro dia. Bill olhava-me deitado de lado na cama enquanto passava uma mão pelo meu braço.
- Acho que me apaixonei por ti. – sussurra. E aproxima-se dando-me um beijo leve nos lábios.
- Apesar de não acreditar no amor à primeira vista acho que também me estou a apaixonar por ti. – digo-lhe sorrindo e levanto-me embrulhada no lençol.
- Onde vais? Volta para aqui.
- Já te esqueceste da sessão com o Hans? Ele mata-nos se nos atrasarmos.
Ele revira os olhos. Deixa-se ficar deitado, observando-me.
- Vem comigo para a Alemanha.
- O quê?
- Vem!! Podes continuar a tua carreira lá, ao meu lado. – diz-me sorrindo. Falava a sério, não estava a brincar.
- Logo, depois da sessão dou-te uma resposta. Preciso de pensar – ele sorri perante a minha resposta, levanta-se e beija-me.
Saímos do hotel em tempos separados para ninguém notar que tínhamos passado a noite juntos. Nas palavras de Hans a sessão é “um sucesso, temos de repetir mais vezes”.
Na porta da agência dezenas de jornalistas esperam-nos. Estavam sedentos de mais fotografias. De fazerem perguntas: “Como correu a after party?”, “Já se conheciam antes da festa?”, “De quem foi a ideia da sessão fotográfica tão repentina?”, “Existe romance entre os dois?” , (…)
Do nada o som de um tiro. Todos se atiram para o chão. Ergo a cabeça vejo Bill ditado no chão de barriga para cima a sangrar do peito. Aproximo-me dele. Agarro-o com todas as forças que tenho.
- Não me deixes… Eu vou contigo para a Alemanha. Mas por favor não me deixes. – ele sorri pega na minha mão.
- Obrigado… Amo-te… - acaba a frase num sussurro quase inaudível e fecha os olhos.
- NÃO!!!!!!! – grito, olho em volta. Peter… Peter o meu agente está na janela de um prédio próximo. Aponta uma arma para o local onde estamos. Olho para a minha roupa, vejo aquela luz vermelha apontada no meu peito, o laser da arma que ele me aponta. Não tenho medo de morrer… No céu ficaremos juntos. – Também te amo…
Sinto a bala entrar no meu peito, caiu por cima do corpo de Bill. Jazemos ali, mortos, mas de mãos dadas. Sob o olhar dos fotógrafos que agora já não querem saber das suas preciosas noticias.
Jazemos de mãos dadas, para a eternidade…


2 comentários:
*.*
amor és uma dramatica.
mas isto esta lindo.
a serio AMEI.
*_________________*
faz mais mais.
o Peter , filho da mae matou-os.
._.'
mas está linda.
dá vontade de chorar. ^^
bj <3
já tinha lido...
tá LInda!!
adoro-a! tu sabes disso
mais...mais...mais...mais...*imagina os drogados a pedir mais droga* XD
Küss
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